Algumas notas sobre Liz To Aoi Tori: luzes, cores, cenários.

A ideia de base deste artigo experimental, escrito para comemorar os cem artigos neste blog, foi uma só: depois ter visto Liz To Aoi Tori no mesmo dia que saiu o filme em Blu-Ray Disc provei um enorme desejo de comunicar ao mundo inteiro quanto a sua morfologia visual fosse rica e moderada, quanto cuidado pela dimensão humana fosse incluido no filme e quanto fosse muito forte o desejo do staff de se distanciar das regras mais clássicas das histórias de amor. Não demorei muito a entender que um só artigo, dedicado a todos os aspeitos mais louváveis deste filme de animação, fosse talvez resultado ilegivel, sendo decisamente muito denso e corposo. Por hoje então, decidi de limitar-me a análise da fotografia, da composição das cores, do uso dos cenários e, só em parte, também da escolha de alguns enquadramentos. É muito provável que isto não será o ultimo artigo que irei dedicar ao filme, porque gostaria também de entrar no reino da actuação das personagens e dos layout do filme num futuro próximo.

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O mundo de Mizore é tedioso, as lentes do compositing achatam o verde e o azul a favor do cinzento do alcatrão e das construções. Por mais que a entrada de uma anonima estudante seja gerida pela direção através a classica troca de enquadramentos que caracteriza as figuras “humanas”, a nossa primeira protagonista parece não poder nem sequer vê-la. Mas logo a seguir Nozomi aparece, cujos passos são acompanhados pelo ritmo de uma alegre melodia. O verde se faz cada vez mais predominante, tanto que são enquadradas umas florzinhas solitárias que crescem meio escondidas ao pé das altissimas plantas ruins, simbulos do renascido enteresso da rapariga pelo mundo exterior. Faltam ainda dois cortes antes que Mizore vire a sua cara à procura de Nozomi, mas do barulho daqueles passos, que lhe faz muito lembrar uma melodia, já reconheceu a sua melhor amiga.

[n4o] liz to aoi tori [bd 1036p opus] [0354e766].mkv_snapshot_00.01.54.323[n4o] liz to aoi tori [bd 1036p opus] [0354e766].mkv_snapshot_00.02.03.290[n4o] liz to aoi tori [bd 1036p opus] [0354e766].mkv_snapshot_00.02.58.921[n4o] liz to aoi tori [bd 1036p opus] [0354e766].mkv_snapshot_00.03.04.726

Pouco depois estamos perante uma visão completamente diferente: um corte em primeira pessoa da prospectiva de Nozomi informa-nos claramente do estado emotivo mais compensado da nossa segunda protagonista: os fundos foram realizados sobretudo mediante um trabalho pesado de filtragem na fotografia e não ampios preenchimentos de pintura digital, quase como se simulasse o cinema de verdade. O dia de Nozomi é feito de vários elementos de diferente coloração. Por muito que Mizore seja um ponto importante da sua paisagem, não é o unico foco da sua teleobjectiva. As cores se unem rapidamente antes que chegue o momento do azúl: a cor da pena de um pássaro desconhecido e de um céu, cujo papel fica por agora misterioso.

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Ainda não podemos constatá-lo, mas Naoko Yamada subterrou com suavidade o inteiro nucléo temático do filme dentro desta breve sequência: Liz to Aoi Tori é a história de duas amigas que se vêem com olhos diferentes, que vêem o mundo com olhares diferentes mas que seram obrigadas a fazer as contas com um céu menos distante daquele que elas pensam e com aquela história do pássaro azul que entrará na profundidade da relação delas até fazê-las crescer um pouco.

Nos minutos que seguem as duas se dirigem juntas na direcção da aula do clube, sempre à mesma altura, no mesmo layer e seguindo o mesmo percurso. Mas depois a exuberância de Nozomi faz avançar rapidamente a rapariga nas escadas. Mizore fica bastante perdida, tanto que a direção dedica-lhe um corte confusionário em primeira pessoa onde procura perdidamente o rosto da sua querida pelas arquiteturas. Esta sensação de pertubação faz-lhe lembrar outra vez a escola secundária, o periodo em que começou a ficar atrás do seu pequeno rabo-de-cavalo com muito fervor. Já chegamos na aula, só passaram sete minutos do início do filme, mas já saboreamos numa forma absolutamente fisica a distância que separa as duas raparigas e quanto a sua união ficou dolorosamente desequilibrada. “Disjoint”, separadas, nos faz notar o staff graças a um corte branco e teatral. Os corações de Mizore e Nozomi não são capazes de comunicar, de se unir.

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Falando sobre Liz, somos introduzidos pela primeira vez na dimensão visual onde o estilizado pássaro azúl sulca um imenso céu limpo. Esta sequência de espaços idilliacos inexistentes feita de figuras absolutas e puras representa o mundo interpretativo de Mizore que sente-se profundamente magoada pelos temas dessa história. A ideia que um dia Nozomi possa voar como aquela magnifica criaturinha invade a sua mente. Aquele branco, onde pouco antes nasceu uma florzinha, é a rapresentação do seu maior medo. Não há nada de desejável naquela vastidão, nada que tivesse um valor, tal como no cinzento da sequência em que nós a conhecemos.

Após uma outra sequência encantada, a rapariga dos longos cabelos soltos segura na mão o livro de ilustrações para lê-lo, invadida por um filtro azulado que a aproxima extremamente ao céu que receia muito, á historia que lhe faz lembrar o seu futuro incerto. O filme parece sucumbir às cores da tristeza quando, tal como um raio de sol, Ririka entra em cena. A aula é invadida pela luz natural e por filtros que tendem cada vez mais ao amarelo, enquanto uma melodia engraçada faz de fundo à conversação da dupla senpai-kohai. A rapariga muito particular do primeiro ano é logo enquadrada como um dos motores mais duvidosos e extravagantes da nossa história, esta sua quente introdução faz-lhe distanciar profundamente das outras personagens secundárias como Yuuko ou Natsuki.

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Perante a recusação da amiga, Mizore sente-se outra vez um pouco transtornada, chegando a ver o chão num novo corte de geometrias inseguras. Estas figuras cortantes anticipam mais uma vez uma reação da rapariga, que pede à Nozomi se aprecia a história da Liz. Mas atrás das suas palavras há algo de mais profundo, que ainda não é capaz de formular correctamente.

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Na cena do “Daisuki no Hug” o enquadramento é alastrado por uma luz branca, quase reveladora. Mais uma vez vem-nos ilustrado como os corpos das duas raparigas não conseguem encontrar-se: Mizore queria abraçar Nozomi, sabe que dificilmente irá-se deparar novamente num momento como aquele que lhe foi dado daquele jogo infantíl, mas a sua reação é demasiado lenta e a amiga interpreta os seus actos como uma recusa. No corte seguinte vemos um pássarinho azúl, talvez aquele donde a rapariga com o pequeno rabo-de-cavalo colheu a pena oferecida à Mizore. Que se calhar chegou a irreparável hora em que esta relação instável irá acabar com a sua ruptura definitiva? Não é em vão que após este enquadramento, aparentemente excessivo, Nozomi despede-se da amiga com satisfação enquanto Mizore imobiliza-se carrancuda, incapaz de compreender o mundo à volta dela, iluminada duma luz branca, branca como o fundo da dimensão das suas reflexões. Só no momento em que o professor lhe faz notar que deve preencher o modulo relativo aos planos para o futuro os filtros voltam a ser azuis.

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Depois de uma mundana cena juveníl entre Nozomi e as suas kohai, mais uma vez subjugada do alegre amarelo do sol, entramos pela primeira vez em um dos cenários mais essenciais do filme: a aula de ciências naturaís. Todo o sitío está cheio de instrumentos peculiares, como copos, aquarios, maquetas, objetos correlativos das infinitas descobertas e revelações emotivas que terão lugar nesta sala. Mizore repensa na sua posição, sempre atrás do rabo-de-cavalo de Nozomi, mas ao notar a sua amiga do outro lado do vidro numa outra sala, não consegue fixá-la extasiada doutra maneira. Talvez, pela primeira vez, conseguimos compreender a profundidade do seu sentimento: um amor assim tão intenso capaz de tornar mesmo só o admirar a sua amante que se diverte numa experiência incrívelmente comovente. Nas notas de “reflection,allegretto,you”, a luz refletida da flauta metálica de Nozomi conclui dançando continuas metamorfoses no corpinho trémulo de Mizore.

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Mas Mizo não é só uma rapariga apaixonada, incapaz de fazer outra coisa que não seja seguir de longe a sua Nozomi. Há muitos que ainda não a entenderam, se calhar porque o esconde demasiado bem, mas Niiyama, uma das professoras do clube, parece ter conseguido vê-la mais em profundidade. As duas encontram-se exactamente na aula de ciências naturaís, desta vez iluminada suavemente pela luz do sol. Aprendemos a conhecer bem esses efeitos de luz, bandeira do calor humano que enche a escola, mas desta vez há algo de bastante diferente. O carinho quase materno de Niiyama sente-se também graças a um maior numero de reflexos em multiplos layer, que acolhem o ambiente como um abraço.  Enquanto a professora explica o significado do terçeiro movimento, finalmente vamos saber a razão porque Mizore sofreu muito com a história do passárinho azul: assim como este ultimo, Nozomi já voou uma vez da sua vida, deixando o clube de música na escola secundária sem sequer dizer-lhe. O mundo das suas recordações confunde-se com aquele das suas maiores preocupações, mas este não tem tanto tempo para penetrar na sua mente dado que a professora lhe propõe de se inscrever a uma escola de música depois do diploma. A reação da rapariga fica ainda mais misteriosa e expressiva com uma rapida mudança de foco, que muda para Nozomi, a qual após ter notado a sua presencia decide de lhe fazer uma visita.

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Uma vez que as duas amigas estão juntas elas discutem sobre as suas possiveis escolhas universitárias com o panfleto da escola de música de Niiyama nas mãos. Quase como uma brincadeira Nozomi diz que quer se inscriver àquela universidade e Mizore, que tenta de remediar ao péssimo sentido de oportunidade que a caracterizou até agora, afirma com ênfase que se a amiga vai-se inscrever então ela o fará também. O amarelo das luzes resulta em poucos cortes quase avermelhado, como se o corredor fosse invadido pela paixão deixada acidentalmente outra vez pela rapariga timida. Esta dispersão incontrolável dos seus sentimentos tem um confronto no corte seguinte, onde ao longo das atividades logísticas do clube a distância entre as duas raparigas é marcada por um variegado jogo de enquadramentos. De facto as amigas apareçem muito raramente na mesma imagem, e a posição da maquina de filmar virtual reforça muitas vezes como as duas, do lugar onde estão sentadas, não se podem tocar nem se o quiserem.

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Ao longo do tempo as raparigas se desquecem daquela situação embaraçosa e voltam a rir e gozar juntas nos corredores, tanto que a cena que de repente segue ao acidente com a bibliotecária é marcada por uma luz branca mais agradável e fofa, que difere bastante daquela que caracterizou o sofrimento de Mizore, parece quase imprimir fora do tempo aqueles momentos de vida quotidiana, nos dias que rapidamente se seguem.

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As cenas em que a amizade entre Mizore e Ririka começa a se intensificar são introduzidas por uma inesquecivel subjetiva onde a senpai começa a fiar a fibra vermelha que usará para construir a palheta do seu oboé. A relação que se está a criar vai gerar novos quartos no coração de Mizore, a qual com lentidão e fadiga vai-se aprestar a começar um percurso de mudança. O vermelho do seu fio declarerá guerra aos filtros azuis, que contudo continuam a espessar as conversações, sobretudo aquela com Yuuko sobre a escolha universitária. Porém Reina, que observou com atenção o som do instrumento da rapariga, sobrevém junto ao sol da tarde para lhe pedir sem rodeios de tocar o solo fazendo o máximo possível. Também ela, como Niiyama, compreendeu o talento da rapariga. O conflito entre estas duas entidades, a mais próactiva Reina e a cautelosa Mizore, cria uma penetração da luz natural no azúl, que fornece à trompetista uma nova caracterização crómatica onde quente e frio se unem para dar uma imagem mais nítida do coração da rapariga.

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A cena da falta do abraço começa com um grande engano: as cores mais vivas e harmoniosas prevalecem sobre aquelas mais apagadas enriquecidas pela chuva, parece mesmo que tinham encontrado um seu equilibrio na cena. Também com o apoio dos professores e dos grupos de amigas a história, que começa a tornar-se mais coral, está prestes a chegar a uma conclusão feliz. Porém a delusão de Mizore torna-se uma só com o espaço circundante pintando-o de um profundo azúl, uma lembrança de como isto seja o conto da sua relação com Nozomi. Mesmo se já não é mais a mesma rapariga solitária da primeira cena tem ainda de escolher o seu caminho e, sobretudo, tem de revelar ainda à sua melhor amiga a profundidade dos seus sentimentos.

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No dialogo entre Niiyama e Mizore podemos asistir ao primeiro verdadeiro uso dos instrumentos da aula de ciências naturaís como correlativo real do estado emotivo que a rapariga está prestes á abraçar. Os instrumentos de misuração e confinamento, constituidos por reflexos energeticos, parecem ter um aspecto mais triunfal e harmonioso, mas a luz já tem de se aplacar para se equilibrar com aquela que caracteriza a sala onde se encontram Nozomi, Natsuki e Yuuko. De facto as duas vão chegar à mesma conclusão em relação a história de Liz iluminadas pela mesma luz ligeira que acarinha-as suavemente.

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No solo, Mizore está rodeada por efeitos brancacentos das cores ainda diferentes das que encontramos até agora, que parecem medir entre a mais classica simulação da objectiva fotografica e aquele branco que caracterizou a interioridáde da protagonista, que dissipa finalmente ao longo das sessões das provas.

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Um unico corte foi dedicado às dores da verdadeira Liz com ar mais romantico, graças ao preponderante uso da pintura digital.
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A explosão emocional das duas raparigas é caracterizada em primeiro lugar por cores muito intensas, não dissimis daquelas do corredor na metade do filme, mas que pouco a pouco fazem-se mais doces, quase a criar uma combinação mais próxima das cores pasteis pouco antes do abraço, quase a simbolizar a recuperada compreensão reciproca das duas, numa forma mais física possível. Mesmo ao longo desta cena os objectos fornecem ulteriores prospectivas do evento: entre estes podemos notar um cabo LAN desligado, a maqueta de um passáro que contrariamente àqueles mostrados até agora esconde muito bem o seu osso nas penas e uma fila de copos virados, que não consegue conter nada. É igualmente interessante ver como a definitiva tomada de coragem de Mizore seja ligada a uma mudança de foco quase total na cena, mesmo como uma forte tempestade capaz de pulverizar em pouco tempo a totalidade das nuvens.

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O filme chegou a sua conclusão temática, e por isso que será possível ver no céu dois passárinhos que antes vão voar pertos, se afasteram um ao outro mas depois encontreram um equilibrio na justa distância que os separa.

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É interessante ver também como os flashback de Nozomi possuam uma maior iridescência em relação àqueles de Mizore, tal como um grau mais profundo de detalhes.
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Assim como os dois passárinhos, as duas protagonistas se separam ligermente, vivem uma breve separação no interior do prédio da escola, cujas tintas se tem feito mais calmas e as vezes lizas. O azul transmudou-se num azulino enquanto os efeitos incolores predominam sobre tudo. Uma vez que saíram fora juntas do prédio o mundo parece ser sensivelmente diferente, a pintura digital e os filtros fotograficos se completam numa perfeita harmonia. Já não há nenhuma pista do cinzento inicial, a luz do sol exalta a cor do céu e aquela das plantas. As duas caminham seguindo percusos distintos, muitas vezes são integradas em dois layer diferentes mas são enquadradas juntas, como dois elementos em comunicação. Nozomi continua a ficar a frente de Mizore, mas agora as raparigas passeiam numa posição de forma a poder se falar, a poder falar entre elas, a poder virar ao improviso para abraçar de surpresa a sua amiga. Na sua distância e entre as suas diferencias, podem se dizer finalmente juntas.

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As cores das irides de ambas as raparigas se juntam. Mas isto foi em parte anunciado desde o início. Se repararem, nos olhos de Mizore se encontra alguma cor distintiva de Nozomi e viceversa.
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Tradução feita por: Terenzio Pipoca

 

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